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Sono e Estresse

As pressões e a competitividade da vida moderna tem feito com que as pessoas durmam cada vez menos. A redução do tempo ou a privação de sono produzem efeitos danosos ao organismo, incluindo prejuízos cognitivos, aumento de irritabilidade e da liberação de cortisol e ACTH (hormônios relacionados com o stresse). As alterações hormonais e metabólicas obser-vadas após uma semana de restrição do tempo de sono (4 h/noite) assemelham-se àquelas observadas em idosos. Portanto, a utilização de métodos capazes de produzir privação prolongada de sono é de fundamental importância para investigar as alterações que essa condição podem causar no organismo.

A grande maioria das pesquisas relacionando estresse e sono são realizadas em animais de laboratório, sendo bem conhecido o fato de o estresse ser capaz de alterar o sono de ratos. Esse efeito parece ser específico para cada tipo de estresse e também parece depender do período em que o animal ficou submetido a este tipo de estresse. Como por exemplo, a pesquisa realizado pelo grupo do Departamento de Psicobiologia da Universidade Federal de São Paulo mostrando que a exposição ao frio (4°C), por 1 hora, produz um aumento específico de sono de ondas lentas (aquele sono que é restaurador, que descansa), enquanto que o mesmo período de um estímulo doloroso nas patas produz vigília (o animal fica acordado). Procura-se desenvolver um modelo animal submetido ao estresse, na tentativa de compreender os problemas orgânicos humanos produzidos por uma das condições mais constantes da vida moderna.

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